quarta-feira, 16 de abril de 2014

LEMBRA-TE DE JESUS CRISTO.



“Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos”.

(2Tm 2.8)

Esse verso faz parte da última carta do apóstolo Paulo, quando confinado na masmorra, esperando sua execução e preocupado com as necessidades de Timóteo, lembra-o de suas responsabilidades e adverte-o a se entregar de corpo e alma ao seu serviço. Será que era necessário fazer tal exortação a esse filho espiritual, colaborador de longa data? Na verdade, em meio a agitação do dia a dia, diante de um problema inesperado, quando somos tomados pelo medo e angústia é fácil nos perdermos e nos esquecermos de que temos um Senhor ressurreto, que venceu a morte, o Diabo e o mundo. Existe algo maior do que Ele?

 

Precisamos ter uma fé viva! Devemos colocá-la em prática e trazer à nossa memória o fato de que Jesus Cristo vive, está a direita do Pai, se compadece das nossas fraquezas, quer e pode nos ajudar! Os fundadores de todas as outras religiões têm os seus túmulos com seus restos mortais. Mas, Jesus ressuscitou! Ele está vivo e seu túmulo está vazio! Podemos nos dirigir ao Senhor, entregar-Lhe as nossas dificuldades, as nossas incertezas, as nossas dores e contar com Ele sempre.

 

Paulo, João, Pedro, e tantos outros apóstolos nas suas cartas aos crentes foram persistentes em lembrar-lhes de Jesus e Sua Obra. E é assim, que nos tempos do fim seremos vencedores, se nos lembrarmos  insistentemente: O SENHOR RESSUSCITOU! Ele vive e reina e pode nos socorrer em qualquer situação. Não há nada que Ele não tenha a solução. Por isso, não nos esqueçamos e encorajemos uns aos outros anunciando: “ Lembra-te de Jesus Cristo.”

 

 

sábado, 12 de abril de 2014

DEUS... O DONO DA RAZAÕ.



“Como não se pode contar os exércitos dos céus, nem medir-se a areia do mar”... (Jr 33.22)

Foi exatamente em um tempo que astrônomos da Babilônia tinham uma noção de quantas estrelas existiam no céu, que Jeremias, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou que elas eram incontáveis. Era bem provável que se algum desses estudiosos encontrasse com o profeta reclamasse: Não diga isso Jeremias! Há precisamente 3000 estrelas e sabemos o nome de cada uma delas. Mediante tamanha convicção, o homem de Deus ficaria perplexo e acuado. De que maneira poderia argumentar com aqueles cientistas? Simplesmente diria: Eu sou um porta- voz de Deus e transmito apenas o que O Senhor fala. Na verdade eu não sei quantas estrelas existem, todavia, eu confio mais no meu Deus do que no vosso conhecimento e sabedoria. E naquele momento no qual podia-se comprovar o número de estrelas existentes, Jeremias encontrava-se completamente só em sua fé. O mensageiro do Senhor não passava de um crente sonhador que ignorava as conquista da Ciência moderna.

 

Hoje o nível de conhecimentos e descobertas alcançados pelo homem é algo jamais imaginado. As primeiras lunetas mostraram que havia muito mais estrelas; e os telescópios e até mesmo os satélites podem apenas fornecer uma estimativa da quantidade de astros e estrelas. É impossível saber quantos há e pessoa alguma o sabe. Não tem como contá-los. Diariamente a ciência anuncia uma nova correção. O que foi afirmado ontem, hoje precisa ser corrigido. Mas, com o nosso Deus, O Criador do Universo, não é assim. Ele não erra nunca! Tudo o que Ele afiançou permanece até hoje. Por isso, nos espelhemos em Jeremias. Confiemos em Deus, em Sua Palavra, pois Ele e somente Ele, é o Dono da razão.

 

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão" (Mt 24:35)

quinta-feira, 20 de março de 2014

LÁZARO, MARTA E MARIA - TRÊS NÍVEIS DE RELACIONAMENTO



“Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”.

(Jo 12.3)

 

João no capitulo 12 do seu evangelho relata que após a ressurreição de Lázaro, este e suas irmãs Marta e Maria receberam Jesus para cear com eles; provavelmente um gesto de gratidão pelo milagre que Ele realizou.

 

Os três O conheciam e eram seus amigos, entretanto, cada um possuía uma maneira bem peculiar de se relacionar com O Senhor. Marta, Maria e Lázaro representam os três níveis de comunhão que as pessoas podem ter com Cristo.

 

O texto relata que Lázaro estava simplesmente à mesa com Jesus. Desfrutava comodamente da Sua companhia, de Suas bênçãos, da paz, do conforto e alegria que Ele transmitia. Lázaro era, portanto, um consumidor. E são muitos os cristãos que se encontram nessa mesma posição. Almejam o que O Senhor pode dar; querem Suas bênçãos, seu milagres, mas, não se interessam por crescer na fé.

 

Marta, por sua vez, era uma mulher ativa, sempre envolvida nos afazeres para agradar o Amigo. O fato, porém, de Maria não ajudá-la e estar sentada aos pés do Mestre para ouví-Lo a incomodava ao ponto de reclamar com Jesus. Ele, entretanto, chamou-lhe a atenção para que ela não se esquecesse do mais importante: buscar intimidade com o Pai e ouvir a Sua Palavra.

 

Maria, por sua vez, não deixava que nada a impedisse de usufruir da comunhão com Cristo para ouvir os Seus ensinamentos. E recebeu do Senhor Jesus a confirmação de que ela escolheu a melhor parte. Ela também não permaneceu apática. As Palavras que ouvia falaram fortes em seu coração. O ato de ungir os pés de Jesus foi um lindo gesto de amor e devoção, pois o perfume que ofereceu era a coisa mais cara e valiosa que possuía. Sua fé e seu amor profundo ao Senhor nos dão o melhor exemplo do que Deus deseja de nós crentes em Cristo: receber a maravilhosa dádiva da Palavra de Jesus e oferecer-Lhe o melhor que temos. Deus espera que aprendamos que a fé cristã consiste primeiramente em servir a Cristo; que o amor e o afeto são os aspectos mais valiosos do nosso relacionamento com Ele. E foi exatamente por isso que Jesus declarou que aquele gesto de amor seria mencionado onde quer que o Evangelho fosse pregado. (Mt 26.13)

 

 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FÉ NO SOFRIMENTO



 

“... o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”.

 (Jó 1: 21-22)

Certamente todos que leram a Bíblia conhecem a história de Jó, um homem rico e justo, que num único dia perdeu todas as suas posses, seus filhos e sua saude. Esse homem fiel e reto não conseguia entender o “por que” Deus estava permitindo todo aquele sofrimento, e esta foi talvez a sua maior provação!

 

Por que Deus permite que seus filhos sofram? Embora haja uma explicação, é bem provável que não venhamos conhecê-la aqui na terra e daí a necessidade de estarmos preparados para as dificuldades desta vida. Deus está muito além de nossa compreensão e por isso não temos capacidade de saber por que Ele permite que soframos. Não há um padrão ou critério maior que Deus, por meio do qual seja possível julgá-Lo. Deus é o próprio padrão! Nos resta apenas a opção de nos submeter à Sua autoridade e descansarmos no Seu cuidado.

 

Diante de todas as perdas e da morte Jó aceitou tudo das mãos do Senhor. Reconheceu que os caminhos de Deus são sempre os melhores e que quando nada mais lhe restava, ele tinha a Deus e isso bastava. Embora lutasse com a ideia de que O Senhor estava contra ele, tinha convicção de que O veria e que Este estaria ao seu lado! “... eu sei que o meu redentor vive.” (Jó 19:25)

 

Que lição maravilhosa! Jó exemplifica a perseverança paciente na adversidade. Do mesmo modo que sofreu inocentemente por causa de sua integridade e lealdade, todos os crentes em Jesus Cristo de certo modo sofrerão. E quando ficarmos tentados a reclamar com Deus, lembremo-nos do quanto nos ama e de como Ele é suficiente para nossa vida e nosso futuro. Que possamos aprender a dar-Lhe a chance de nos revelar o Seus propósitos, lembrando, porém, de que eles podem revelar-se ao longo de nossa vida, não no momento que esperamos. Que tudo que não pudermos entender não seja usado como desculpa para a nossa falta de confiança. Deus espera que nossa reação dê honra ao Seu nome.

“A humildade para admitir que a nossa fé não é suficiente para confiar n’Ele é o começo da verdadeira fé”.

 

sábado, 4 de janeiro de 2014

POR QUE DEUS?



“Todavia eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação.”

 (Hc 3.18)

O livro de Habacuque é o relato da trajetória de um homem que vai da dúvida à adoração. Inconformado com a violência que vigorava entre o povo de Judá e a injustiça de seus líderes vive uma profunda crise espiritual. Não entendia a aparente tolerância do Senhor e pediu a Deus que corrigisse aquele povo violento e injusto. Mas, finalmente quando Deus lhe mostrou que levantaria a Babilônia para guerrear e conquistar Judá percebemos o profeta perplexo e desorientado. Jamais poderia imaginar medidas tão drásticas! E abertamente dialoga com Deus expondo os seus questionamentos: Por que um Deus Santo e Justo aceitaria que uma nação ainda mais perversa corrigisse o Seu povo? Por que tamanha injustiça com um povo relativamente mais justo? Por que um Deus misericordioso fomentaria no inimigo cruel o desejo de matar?

 

Conosco não é diferente. Em meio a um mundo violento e injusto, onde pessoas inocentes são vitimas das maiores crueldades, nos sentimos exatamente como Habacuque e nos voltamos para O Senhor com uma única pergunta: “por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13). Queremos justiça, queremos livramento divino para os inocentes e castigo para os malfeitores.

 

Todavia, esse homem de Deus tem uma atitude admirável: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu teria à minha queixa” (Hc 2.1). Ainda que não compreendesse os planos do Altíssimo, foi reverente, não criticou a decisão divina; relembrou o fato de quem era Deus – Deus Santo, Salvador, Sustentador do Seu povo, Soberano, que tem tudo sobre o Seu controle - e esperou simplesmente. Ensina-nos que até podemos questionar, mas, não temos o direito de contrariar a sabedoria de Deus.

 

Nos momentos difíceis, quando somos lançados em sofrimento por um período de tempo, ou nos pareça que nossos inimigos estão prosperando enquanto nós, apenas sobrevivemos, precisamos tão somente nos aquietar e confiar que Deus está trabalhando. Ele continua no trono do universo. Nossa mente e nosso coração devem permanecer firmes na realidade de que O Senhor nos fará andar aos lugares mais altos com Ele, ainda que para isso, tenhamos que percorrer um caminho de sofrimento, tristeza e dor.

“O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como o da corsa, e me faz andar altaneiramente” ( Hb 3.19)