quinta-feira, 18 de julho de 2013

MUDANÇA REAL E VERDADEIRA

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus".(Rm 12.2)

 O apóstolo Paulo nos chama a atenção para o fato de que a maneira normal de pensarmos está equivocada. Existe uma infinidade de coisas que até parecem boas aos nossos olhos, e estar perfeitamente de acordo com o que a maioria pensa. Entretanto, aquilo que avaliamos como certo e bom pode aos olhos de Deus estar completamente errado. 

O Senhor nos diz claramente em Sua Palavra que o Seu modo de pensar e ver as coisas é totalmente oposto ao nosso. “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos". (Is 55.8-9) 

 Na Carta aos Coríntios está escrito que o único meio de nos transformarmos em uma criatura completamente nova é por meio do novo nascimento: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Co 5.17). Ao mesmo tempo que afirma que somos novas criaturas, Paulo nos exorta a modificarmos o nosso ser pela renovação dos nossos pensamentos. Parece um tanto paradoxal, mas, não é! Isso quer dizer que a nossa maneira de viver e de pensar não é modificada automaticamente pelo novo nascimento. Aprenderemos a pensar e viver de um modo verdadeiramente novos se dermos abertura para que Jesus, por meio do Espírito Santo e Sua Palavra opere em nós. Essa é a única maneira pela qual conseguiremos a mudança de nosso ser que influenciará também o nosso agir.

sábado, 15 de junho de 2013

LICÕES DE SIMÃO CIRINEU



“Ao saírem, encontraram um cirineu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz” (Mt 27.32)

 

Jesus estava sendo conduzido em direção ao local de sua crucificação e em meio a tantos judeus, precisamente um “cirineu”, um estrangeiro, foi “o escolhido” por Deus para levar a cruz do Salvador até o Gólgota. Deus certamente queria nos mostrar que a cruz pertence a toda a humanidade. Há uma versão da Bíblia que diz: “um homem de Cirene, chamado Simão”. Isso nos revela que Deus não nos vê como uma multidão, mas, que Ele se interessa pelas pessoas individualmente; nos mostra que a salvação em Jesus Cristo deve ser considerada algo tão particular para nossa vida, como o nosso próprio nome.

 

O evangelho de Marcos ressalta: “Simão Cirineu, pai de Alexandre e de Rufo”. Aprendemos com isso que a cruz deve estar implantada no meio da família. Vivenciamos cada dia mais casamentos devastados, famílias desestruturadas, filhos solitários, falta de paz e de alegria, e tudo isso pelo fato de Jesus não reinar no meio deles.

 

O evangelista Lucas afirma: “um cirineu, chamado Simão, que vinha do campo” (Lc 28.26). Simão significa famoso, vaidoso. São muitos os que hoje em dia vivem as suas vaidades, distantes do seu lugar de origem (distantes de Deus) voltados apenas para o seu “pequeno campo” (os seus interesses), alheios a tudo que se refere a Deus.

 

“Obrigaram Simão a carregar-lhe a cruz” (Mt 27.32). Um dia, subitamente, O Senhor coloca aquele homem diante da Pessoa Maravilhosa do Seu Filho e o obrigam a carregar a cruz. De certa forma a cruz é obrigatória, pois sem a salvação por meio de Cristo, permanecemos perdidos.

 

Em Marcos 15.21 lemos que obrigaram o cirineu “que passava”. Todos nós, sem exceção, estamos de Passagem. Vivemos a nossa vida, seguimos o nosso caminho. Mas, um dia, inesperadamente, da mesma forma que Simão, Deus poderá nos colocar diante do Seu Filho, frente a frente com a realidade do sofrimento e sacrifício do Senhor Jesus, nos confrontando com a Cruz do Gólgota. E então, tudo dependerá se pararemos ou não para aceitá-lo pela fé.

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

SEGREDO PARA UMA VIDA PLENA



Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.
Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.
Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração.
PV 3:1-3

Há um frenesi em busca de coisas para prolongar a vida: alimentação saudável, exercícios físicos, vitaminas, reposição de hormônios, etc. Quem não gostaria de uma vida longa, repleta de paz, permeada pela graça e fidelidade permanente do Senhor? Existe um caminho seguro, mas, que ninguém observa e leva a sério. O livro de Provérbios contem ditos curtos e diretos que expressam verdades eternas e sabedoria divina; e que aplicados à nossa vida por meio da obediência e da fé transformam a nossa existência.

 

Salomão procurava a sabedoria de Deus e as verdades deixadas nesse livro não são meros devaneios poéticos, mas, veracidades reais às quais vale a pena tomar posse. A obediência aos mandamentos de Deus nos garante promessas maravilhosas, entretanto, nós não os respeitamos e os negligenciamos. As consequências por sua vez não tardam em vir ao nosso encontro. Desejamos a paz no mundo e entre os seres humanos, e esta não vem justamente porque depende da obediência aos mandamentos divinos: “Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar!” (Is 48.18).

 

A Palavra de Deus é simples e revestida de poder! No evangelho de João Jesus declara: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo que o que quiserdes e vos será feito” (Jo 15.7). Essa é a base para uma vida plena. Poderíamos fazer inúmeras reflexões ou filosofar sobre o que significa essas Palavras do Mestre, todavia, seriam vãs, pois o próprio Jesus nos afirma: Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.” (Jo 15.10-11). E é exatamente nesse “permanecer” que reside a benção maior.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

“FICAI AQUI E VIJIAI COMIGO”


Jesus encontrava-se no Getsêmani juntamente com os Seus discípulos, os mesmos que horas antes prometeram estar com Ele sob toda e qualquer circunstância. Mas, a noite cai sobre eles e O Senhor com Sua alma angustiada até a morte suplica ao Pai por três vezes, não sem antes, declarar: “Todavia, não seja como eu quero e sim como tu queres”( Mt 26.39). Em cada oração Jesus constatava o silêncio de Deus e o abandono dos seus discípulos que dormiam. No mesmo instante em que cheio de pesar indagava a eles: “Ainda dormis e descansais?”, sofria a traição de Judas que O entregava aos inimigos. Mais adiante Mateus registra: “Então os discípulos, todos, deixando-o fugiram” (Mt 26.56)

 

Aprendemos aqui que haverá ocasiões em nossa vida que teremos que enfrentar o sofrimento sem o apoio, conforto ou companhia dos amigos. Todavia, O Senhor estará sempre presente, daí Ele pedir: “ficai aqui e vigiai comigo”. Cristo não nos cobra entusiasmo nem promessas. Essas coisas são destituídas de qualquer valor se, em nossas orações nos comprometemos a seguí-Lo, mas, quando a dificuldade chega batemos em retirada. Também aprendemos que em meio aos nossos problemas não percamos a esperança, nem adormeçamos espiritualmente. Não sejamos como Sansão que ao revelar de onde provinha sua força descomunal, o inimigo esperou pacientemente que ele dormisse e ele ficou vulnerável e perdeu o que possuía de mais precioso: a presença do Espírito em sua vida.

 

O Mestre quer trazer ao nosso coração que a vida vitoriosa no Espirito Santo não é nenhum caminho fácil e advém do nosso relacionamento com Deus como Seus filhos, da nossa identificação com Cristo, do nosso testemunho d’Ele e da nossa recusa de nos conformarmos com este mundo. Não podemos esquecer que todos que atendem ao chamado de Deus estão a mercê de lutas e sofrimentos, mas, estas são considerados insignificantes ante a benção, os privilégios e a glória que serão concedidos ao crente fiel na era vindoura.

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2Co 4.17)


 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

APARENTEMENTE FIRME


"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda".( Mt 7:24-27)

Tempos atrás, a cidade de São Paulo foi surpreendida com o desabamento de um túnel em construção da linha 4 do metrô. O buraco formado engoliu carros, caminhões, ônibus, além de ameaçar casas, de aproximadamente, 80 famílias da região.

A noticia sensibilizou o país. As coisas caminhavam normalmente. Quem passava por ali não imaginava o que estava por acontecer. Tudo estava aparentemente firme, e às 15 horas o solo começou a ruir. O Corpo de Bombeiros trabalhou incansavelmente na busca de pessoas desaparecidas nos escombros.

O Ministério Público está apurando quem são os responsáveis pela lamentável tragédia. Mas uma coisa já é certa: o solo não era firme e houve erros de planejamento e execução de obras.

Essa triste situação nos faz pensar um pouco em como anda nosso relacionamento com Deus. Pensar de que maneira temos construído esse relacionamento. Será que o construímos de maneira firme, com leitura da Palavra e oração, ou estamos apenas aparentemente firmes para quem olha de fora?

Quando temos uma vida alicerçada no Evangelho, uma vida alicerçada em Jesus nossa Pedra Fundamental, podemos estar certos de que somos realmente firmes. Podemos ter certeza de que a nossa fé não é uma aparente. Jesus é a nossa Pedra Fundamental, que nos mantem sempre firmes para a Sua glória.

Como vimos no metrô, solos aparentemente firmes tendem a ruir; assim também os servos de Deus aparentemente firmes. Portanto, cabe a cada um de nós o zelo e o empenho de construir um relacionamento forte e cheio de vigor com o nosso Salvador. Estejamos firmes em Deus, e somente nEle. Que Deus nos abençoe!

Texto do seminarista Raphael Gonçalves Farves (adaptado)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O SILÊNCIO DE DEUS



“Consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas” (1Sm 28.6)

 

Em meio a sua aflição, Saul buscou uma palavra profética da parte de Deus, mas Deus não lhe respondeu. Os canais de comunicação estavam bloqueados. Deus estava em silêncio. O registro dessa história nos revela a fraqueza espiritual que Saul se encontrava. Ao invés de procurar a direção do Espírito, o porquê Deus não lhe respondia mais e fazer um autoexame, optou por um caminho que o distanciava ainda mais do Senhor: a feitiçaria e idolatria. A obstinação em persistir na desobediência e na prática errada diante das ordenanças e preceitos de Deus privou-o do Socorro Divino.

 

Conosco não é diferente. Nos momentos difíceis quando queremos ser mais sábios e ágeis do que Deus, andamos por maus caminhos ou optamos por alguma alternativa que o mundo oferece, levantamos um muro entre nós e Deus e de nada nos adiantará invocarmos O Senhor. “mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça” (Is 59.2).

 

A Palavra de Deus é “viva e eficaz” (Hb 4.12), e são muitos os que fogem ou não permitem a Sua ação. Precisamos deixar que essa Palavra opere em nós. Não sejamos como Saul que jamais se esforçou numa profunda busca do Senhor. Comprometamo-nos de fato em ter uma vida santa e uma vontade submissa à Deus; e então derrubaremos todas as barreiras que nos impedem de desfrutar do favor do Senhor.