segunda-feira, 13 de maio de 2013

APARENTEMENTE FIRME


"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda".( Mt 7:24-27)

Tempos atrás, a cidade de São Paulo foi surpreendida com o desabamento de um túnel em construção da linha 4 do metrô. O buraco formado engoliu carros, caminhões, ônibus, além de ameaçar casas, de aproximadamente, 80 famílias da região.

A noticia sensibilizou o país. As coisas caminhavam normalmente. Quem passava por ali não imaginava o que estava por acontecer. Tudo estava aparentemente firme, e às 15 horas o solo começou a ruir. O Corpo de Bombeiros trabalhou incansavelmente na busca de pessoas desaparecidas nos escombros.

O Ministério Público está apurando quem são os responsáveis pela lamentável tragédia. Mas uma coisa já é certa: o solo não era firme e houve erros de planejamento e execução de obras.

Essa triste situação nos faz pensar um pouco em como anda nosso relacionamento com Deus. Pensar de que maneira temos construído esse relacionamento. Será que o construímos de maneira firme, com leitura da Palavra e oração, ou estamos apenas aparentemente firmes para quem olha de fora?

Quando temos uma vida alicerçada no Evangelho, uma vida alicerçada em Jesus nossa Pedra Fundamental, podemos estar certos de que somos realmente firmes. Podemos ter certeza de que a nossa fé não é uma aparente. Jesus é a nossa Pedra Fundamental, que nos mantem sempre firmes para a Sua glória.

Como vimos no metrô, solos aparentemente firmes tendem a ruir; assim também os servos de Deus aparentemente firmes. Portanto, cabe a cada um de nós o zelo e o empenho de construir um relacionamento forte e cheio de vigor com o nosso Salvador. Estejamos firmes em Deus, e somente nEle. Que Deus nos abençoe!

Texto do seminarista Raphael Gonçalves Farves (adaptado)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O SILÊNCIO DE DEUS



“Consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas” (1Sm 28.6)

 

Em meio a sua aflição, Saul buscou uma palavra profética da parte de Deus, mas Deus não lhe respondeu. Os canais de comunicação estavam bloqueados. Deus estava em silêncio. O registro dessa história nos revela a fraqueza espiritual que Saul se encontrava. Ao invés de procurar a direção do Espírito, o porquê Deus não lhe respondia mais e fazer um autoexame, optou por um caminho que o distanciava ainda mais do Senhor: a feitiçaria e idolatria. A obstinação em persistir na desobediência e na prática errada diante das ordenanças e preceitos de Deus privou-o do Socorro Divino.

 

Conosco não é diferente. Nos momentos difíceis quando queremos ser mais sábios e ágeis do que Deus, andamos por maus caminhos ou optamos por alguma alternativa que o mundo oferece, levantamos um muro entre nós e Deus e de nada nos adiantará invocarmos O Senhor. “mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça” (Is 59.2).

 

A Palavra de Deus é “viva e eficaz” (Hb 4.12), e são muitos os que fogem ou não permitem a Sua ação. Precisamos deixar que essa Palavra opere em nós. Não sejamos como Saul que jamais se esforçou numa profunda busca do Senhor. Comprometamo-nos de fato em ter uma vida santa e uma vontade submissa à Deus; e então derrubaremos todas as barreiras que nos impedem de desfrutar do favor do Senhor.

 

 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CRIAR RAÍZES É FUNDAMENTAL



“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa”.(Lc 19.5)

 

Em seu breve ministério, Jesus teve alguns encontros, entretanto, esse é o único em que Ele se convida para ser hóspede de alguém. Ao ver Zaqueu, O Senhor poderia ter lhe falado muitas outras coisas ali junto àquela árvore, mas Ele preferiu dizer apenas estas palavras: “... desce depressa, pois me convém ficar hoje na tua casa”. A comunhão mais profunda, a conversa mais séria, o conhecimento mais amplo, tudo isso aconteceu na casa do cobrador de impostos. Que bela lição esse encontro nos ensina! Jesus quer muito mais que uma rápida passagem à distância; Ele anseia por uma intima comunhão conosco e quer fazer do nosso coração a Sua morada. Jesus deseja ir muito além do lugar onde nos refugiamos numa tentativa de fugir dos problemas que nos sufocam e impedem a nossa visão. Ele quer estar no cerne, na raiz das nossas dificuldades, no âmago do nosso ser.

 

Onde nos recolhemos quando assolações nos atingem? Na árvore da fé de outras pessoas? Muitas vezes subimos na árvore de pessoas que já têm raízes, quando na verdade é necessário que criemos raízes firmes e fortes em Jesus e Sua Palavra. Ainda que nossos irmãos possuam raízes fortes, isso não nos isenta do trabalho de criar raízes na Palavra. Uma árvore boa é reconhecida pela solidez e força de suas raízes. Muitos dissabores no sobrevêm por nos refugiarmos em “grandes homens de fé”, mas que na realidade não passam de árvores grandes cujas raízes estão frágeis, incapazes de dar-lhes sustentação.

 

Por isso o Apóstolo Paulo nos faz a seguinte exortação: “Ora, como recebeste Cristo Jesus, O Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças” (Cl 2.6-7)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O QUE REALMENTE IMPORTA



“Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituições... são estas coisas que contaminam o homem” ( Mt15.19-20)

 

Na verdade o que pensamos a nosso respeito não é decisivo. O que importa e é realmente determinante é o julgamento que Deus faz sobre cada um de nós.

 

Estudiosos afirmam que uma pessoa tem em média 10.000 pensamentos por dia. Se considerarmos que apenas 1% deles sejam pensamentos pecaminosos, e acrescentarmos nossas palavras e nossas ações, o resultado seria um número inimaginável de pecados no decorrer de nossa vida.

 

A Bíblia ensina que Deus registra cada pecado. Todos, sem exceção, seremos julgados por nossas palavras, pois são elas que revelam a condição do nosso coração; e cada um prestará conta de toda palavra frívola que proferir. “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juizo” ( Mt 12.36). Nenhum impuro, nenhum pecador, nenhum mentiroso terá acesso ao céu, mas apenas os registrados no Livro do Cordeiro ( Ap 21.27).

 

É indiscutível que há pessoas “melhores” que outras. Entretanto, isso não altera a verdade de que somos todos pecadores e sem Jesus estaremos irremediavelmente perdidos. O fato de alguém conseguir saltar 10, 20 ou 30 metros de distância de nada lhe adiantará se o abismo a transpor mede 100 metros. Há uma ponte que o próprio Deus colocou para atravessarmos e alcançarmos o Seu Reino. Essa ponte é Jesus Cristo que pagou na cruz os nossos pecados. Qualquer um que entregar sua vida carregada de pecados a Cristo terá o seu nome inscrito no Livro da Vida do Cordeiro, será salvo por toda a eternidade e terá livre acesso ao Reino de Deus.

“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. (1Jo 5.12)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

PERDÃO GERA ALEGRIA E ADORAÇÃO



“Mas os filhos de Belial disseram: Como poderá este homem salvar-nos? E o desprezaram e não lhe trouxeram presentes. Porém Saul se fez de surdo”. (1Sm 10.27)

 

Após o Senhor ter escolhido Saul para ser o líder de Israel, alguns do povo não o reconheceram com o respeito devido a um rei, o desprezaram e até o difamaram. Mesmo tendo um trágico fim, devido a sua infidelidade a Deus, Saul recebeu talentos da parte de Deus para serví-LO e reinar sobre Israel; seu coração foi transformado e revestido pelo poder do Espirito Santo. Diferente de outros reis, Saul não mandou castigar aqueles que o desprezavam e propositalmente não permitiu que nenhuma raiz de amargura se instalasse no seu coração. Como somos tendenciosos a pagar o mal com o mal! Se não o fazemos na hora, faremos numa outra oportunidade.

 

Após uma grande vitória sobre os inimigos, Saul foi aconselhado a destruir todos que lhe desejavam mal. “Porem Saul disse: Hoje, ninguém será morto, porque, no dia de hoje, o Senhor salvou a Israel” (1Sm 11.13). Ele reconheceu o livramento do Senhor e recusou-se a matar os que haviam se revoltado contra o seu reinado e usou de misericórdia. Sem ceder ao orgulho, manteve-se humilde, deixando nas mãos de Deus o castigo para as más línguas. E o resultado de tudo isso foi alegria e adoração.

 

“Deus é bom e a sua misericórdia dura para sempre”. Em Sua infinita bondade, Deus nos deu gratuitamente o perdão, por meio do sacrifício de Jesus na cruz. Ele nos perdoou tudo! E temos a garantia do Seu perdão sempre que formos a Ele confessando os nossos pecados. Ressentimentos, amarguras e animosidades contra o próximos são totalmente incompatíveis com uma vida cristã verdadeira, e devem por isso, ser banidos da vida do crente.

 

“e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como temos perdoados aos nossos devedores” (Mt 6.12)